sábado, 19 de dezembro de 2009

Da série: "Reflexões no ônibus"

De acordo com a Byanka eu tenho uma obssessão por ônibus, então, talvez eu vá em frente com essa série que já conta com vários posts anteriores onde esse meio de tranporte tosco necessário me inspirou diversas reflexões aqui no Minha Miscelânea.
Portanto, hoje, falemos de algo que já deve ter acontecido com você. Comecemos quando eu fazia o Ensino Médio, pegava o Pedreira Nazaré ou Pedreira Lomas todo o santo dia, e quando tinha rádio no ônibus, estava sempre no mesmo programa: "Roberto Carlos em Detalhes". Eu tinha um mp3 de 128KB que não cabiam nem vinte músicas e que, para não ter que escutar pela milésima vez "Estou guardando o que há de bom em mim...", eu atualizava todos os dias com músicas novas para não enjoar das minhas também.

Vai lá, meu filho, arrasa.

Tecnologia veio, capitalismo e blábláblá, então o preço do mp3 baixou, do mp4 também, enfim, tudo mais baratinho e acessível. Mas também surgem os celulares potentes com auto falantes poderosos e aqueles que inclusive vem com sua própria caixinha de som. Eu, particularmente, achei que acabaria essa história do motorista de escolher a rádio, e achei que a galera que se irritava com as músicas do ônibus, assim como eu, ficariam pelo fone de ouvido.

Engano meu, hoje, quando subo no ônibus, especialmente naqueles horários de entrada/saída das escolas, escuto uma miscelânea de sons, primeiro do ônibus, depois dos pupilos que ligam o celular, colocam o auto falante no máximo e ainda ficam com ele perto do ouvido. Certo, se a música fosse boa, tudo bem. Mas fechar os olhos e curtir a viagem ao som do "Poderoso Rubi"... Sei não, sei não. Você já passou por isso? Já ouviu o Príncipe Negro vindo de um celular que tem fone de ouvido, mas que o dono decidiu que todos gostariam de compartilhar tamanha poesia? Pois é.


"Rubi, Rubi, tu és o meu Rubi, Rubi, Rubi..." ♪

Nesse Natal ganhei umas caixinhas de som que não precisam de tomada, ou seja, liga direto no mp3 que elas funcionam como se fossem fones de ouvido. Sei que muitas pessoas não consideram boas as músicas que eu escuto, principalmente aqueles estudantes que nem devem sabe da existência de algo além do Tecnobrega. Nada contra, pode dançar e escutar na aparelhagem, mas me fazer escutar também? É tenso. Pagarei na mesma moeda. Ônibus de Belém, temei, Iaci está vindo com suas caixinhas de som e seu modo aleatório no iPod.

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♪ Eu vou colocar logo o nome do cd, The Pursuit do Jamie Cullum, lançado esse ano, crítica boa, jazz e pop de qualidade em um álbum incrível :)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Risos e sorrisos.

Engraçado eu nunca ter postado sobre isso, uma vez que acho isso essencial na vida. Eu tenho um costume que às vezes é meio inconveniente, de, ao ver alguém sorrindo, fazer o mesmo. Acho tão bonito, tão simples, como um movimento muda tanto o semblante de alguém. Rir então, não há nada melhor que uma gargalhada solta com gosto, daquelas de doer a barriga.
Eu tinha uma amiga que morria de vergonha de andar comigo, minha risada extravagante a deixava constrangida. Imagine que ela não sabia que mais constrangida eu ficava pois cada vez que ela ria, tapava a boca, porque "acho ridículo rir de boca aberta".
Pois eu acho rir simplesmente a coisa mais simples e gostosa de se fazer. Adoro fazer alguém sorrir, com sinceridade, com vontade. Isso quer dizer que por um instante eu a deixei feliz. Tem algo melhor do que a sensação de ter feito alguém feliz? Riso de criança, sorriso constrangido, sorriso irônico, até sorriso forçado tem uma certa graça.
Minha dica então é: Mostre os dentes, a língua, o céu da boca, até a garganta, ria. Não importa se a risada é estranha, bizarra, escandalosa. Sorria, não importa a dificuldade, um sorriso às vezes muda tudo. Temos as chaves para a nossa felicidade dentro de nós mesmo, sorrir com certeza é uma delas.
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Layout novo :) Espero que gostem :*
♪ Jamie Cullum - Music Is Through

sábado, 12 de dezembro de 2009

O que eu não acredito.

Desconfio de tudo, e não acredito em muitas coisas. Por mais que eu seja boba o suficiente para acreditar em entes fantásticos e besteiradas de infância, alguns sentimentos que surgem com o tempo sempre me aparecem com aqueles sorrisos falsos e olhos estreitos de quem quer me enganar.
Não acredito no amor de homem algum por mim, a não ser do meu pai. Duvido que o mundo vá acabar mesmo em 2012, isso é papo. Não acho que passar embaixo de escada vá me dá azar. Não acredito que são necessárias as brigas para um relacionamento dar certo, nem na dificuldade de perdoar, na facilidade com que se ama alguém atualmente, não acredito no choro exibido, convocado apenas para comover alguém.
O mundo pode nos surpreender, claro. Só tenho dezessete e para mim isso é pouco para ver ainda tudo o que as pessoas são capazes. Mas certas coisas de que eu era convicta quando criança foram quebradas rudemente sem qualquer pedido de licença, a realidade foi se infiltrando pelas frestas da porta e agora está estirada bem diante de mim.
Por isso não acredito mais em acaso, tudo tem razão de ser, mesmo que seja apenas para ensinar como se quebra a cara. Coincidência não existe. Alma gêmea ídem. E amor a primeira vista, apesar de aparentemente ser um acaso e eu não acreditar nisso, também não existe. Amar a primeira vista é ser superficial.
E perdão a sinceridade, mas, o mundo me decepcionou. Não é lá tudo que eu pensava, ao menos até agora.
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Seja bem vindo!

Sinta-se em casa ;*

Who?

Belém, Pará, Brazil
Estudante de Jornalismo que não sabe parar de falar e por isso abriu um blog, para falar e colocar todas as besteiras que quiser. Bendita liberdade da internet.

Me :)

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